quarta-feira, 18 de maio de 2016

Cametá no combate do abuso infantil.



Diante da dura realidade de que 90% dos casos de violência contra crianças e adolescentes ocorrem dentro de casa, a identificação e denúncia do crime pode se tornar ainda mais complicada. Para que tal barreira seja vencida, o projeto ‘Minha Escola, meu refúgio’, da Vara de Crimes contra Crianças e Adolescentes do Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA), presta orientação para que a comunidade escolar seja capaz de identificar mudanças de comportamento características de crianças que estão passando por situação de violência. 

“Recomendamos que as escolas formem grupos de pessoas que tenham maior habilidade para fazer essa abordagem com a criança, quando há suspeita de exploração em casa”, explica a juíza Mônica Maciel.

IDENTIFICAÇÃO

Em 2 anos de atuação, 16 escolas de Belém e região das Ilhas do Combu, Outeiro e Cotijuba receberam a visita de integrantes do projeto. Através das orientações, professores e demais funcionários das escolas são estimulados a ficar atentos a mudanças de comportamento, como agressividade, baixo rendimento escolar e, no caso principalmente das meninas, aversão ao sexo oposto. Quanto mais rápido ocorrer a identificação de tais sinais, mais fácil será reverter os enormes prejuízos causados às crianças e adolescentes que sofrem esse tipo de crime. “Na maioria dos casos, o agressor é o pai, o padrasto, um tio ou um avô. Nesses casos, a criança acaba não sendo resgatada dessa situação nem pela própria família. Aí entra o papel fundamental da escola”.

Atualmente, 680 processos relacionados a crimes contra a dignidade sexual de crianças e adolescentes tramitam na Vara de Crimes contra Crianças e Adolescentes. Nestes estão incluídos casos de estupro de vulnerável, favorecimento de exploração sexual e tráfico de pessoas.

DENUNCIE!

Caso alguém identifique a prática do crime ou desconfie de sua existência, pode denunciar de forma anônima pelo Disque 100, que funciona 24 horas em todo o território nacional. Ao longo de 2015, o Disque 100 registrou 147 denúncias de violência contra menores. Nos 4 primeiros meses de 2016, já foram registradas 33 denúncias.

Fonte: (Cintia Magno/Diário do Pará)
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